Robert Harris
| Robert Harris | |
|---|---|
Robert Harris (2024) | |
| Nome completo | Robert Dennis Harris |
| Nascimento | 7 de março de 1957 (69 anos) |
| Género literário | Romance, conto |
| Movimento literário | Pós-modernismo |
| Magnum opus | Lustrum |
Robert Dennis Harris (Nottingham, Inglaterra, 7 de março de 1957) é um romancista inglês. Ex-jornalista da BBC e membro da Royal Society of Literature, é autor de inúmeros best-sellers, já traduzidos para mais de 35 idiomas.[1] Em 2014, venceu o Prêmio Walter Scott de Ficção Histórica, por sua obra, "An Officer and a Spy".[2]
Biografia
[editar | editar código]Harris é filho de Dennis Harris, gráfico que trabalhou para uma grande empresa em Nottingham, e de Audrey Harris. Embora sua infância tenha sido típica de uma família da classe trabalhadora, ele diz que seu pai, apesar de abandonar a escola aos 14 anos de idade, era um autodidata que fazia da leitura um hábito contínuo, lendo as últimas obras de autores como Graham Greene e H. G. Wells.[3]
Harris estudou na Belvoir High School, em Bottesford, e depois na King Edward VII School, em Melton Mowbray, onde uma ala foi batizada em sua homenagem. Ali, escreveu peças de teatro e foi responsável pela edição da revista da escola. Harris também estudou literatura inglesa no Selwyn College, em Cambridge, onde foi presidente da união e editor do jornal estudantil Varsity.[4][5]
Obteve um bacharelado em jornalismo da Universidade de Cambridge em 1978 e se tornou um dos principais repórteres da Grã-Bretanha, atuando na BBC, nos programas Newsnight e Panorama,[3][6] e como editor político do The Observer.[6] Com 30 anos de idade, foi o responsável por conduziu uma entrevista cara a cara com o presidente americano Ronald Reagan.[3] Tornou-se colunista político de esquerda para o periódico dominical The Sunday Times, de Rupert Murdoch, em plena era conservadora de Margaret Thatcher,[3] e também escreveu uma coluna para o The Daily Telegraph.[6]
Harris vive em Berkshire com sua esposa, a jornalista Gill Hornby, irmã do romancista best-seller Nick Hornby. Casados desde 1988, o casal tem quatro filhos, Holly, Charlie, Matilda e Sam.[6][7]
Literatura
[editar | editar código]O desejo de se tornar escritor se manifestou quando ainda jovem, graças às visitas à gráfica em que seu pai trabalhava.[4] Aos 22 anos, escreveu seu primeiro livro, "A Higher Form of Killing", obra de não ficção que trata sobre guerra química e biológica. Em seguida, escreveu outras obras, em que tratou de eventos como a Guerra das Malvinas.[5]
Embora Harris tenha consolidado suas credenciais como escritor no gênero da não ficção, com títulos como "Selling Hitler", em que investiga o escândalo dos diários do ditador alemão, foi a escrita de ficção histórica que o alçou ao reconhecimento.[8][9]
Enquanto escrevia "Selling Hitler", o autor percebeu o quanto o livro era repleto de personagens. Suas pesquisas sobre o período lhe renderam a ideia para Fatherland,[5] publicado em 1992.[6] O romance policial é ambientado em uma realidade alternativa, em que a Alemanha Nazista venceu a Segunda Guerra Mundial, e lançou Harris à fama.[5] O livro foi traduzido em 25 idiomas e se tornou um best-seller no mundo inteiro, sendo transformado em filme em 1994.[6] Harris chama a casa de campo onde ainda vive atualmente de "a casa que Hitler comprou", uma vez que a pagou com o dinheiro que recebeu pelas vendas deste seu primeiro romance.[10]
Enigma, livro que Harris escreveu em 1995, também se tornou um campeão de vendas, e ganhou uma versão em filme em 2001.[6] "An Officer and a Spy" foi seu nono romance,[8] que lhe rendeu, em 2014, o Prêmio Walter Scott de Ficção Histórica.[2] Em 2001, voltou ao jornalismo, escrevendo para o Daily Telegraph. Em 2003, foi indicado a colunista do ano, no British Press Awards.[11]
Política
[editar | editar código]Anteriormente um doador do Partido Trabalhista, ele renunciou ao seu apoio ao partido após a nomeação do jornalista do The Guardian, Seumas Milne, como seu diretor de comunicações pelo líder Jeremy Corbyn. Ele agora apoia os liberais democratas.[12]
Obras
[editar | editar código]Ficção
[editar | editar código]- Fatherland (1992) Pátria Amada (Record, 1993)
- Enigma (1995)
- Archangel (1998)
- Pompeii (2003) Br: Pompéia (Record, 2005)
- The Ghost (2007) Br: O Fantasma (Record, 2008)
- The Fear Index (2011)
- An Officer and a Spy (2013) Pt: O oficial e o Espião (Editorial Presença, 2014)
- Conclave (2016) Br: (Companhia das Letras, 2020)
- Munich (2018) Br: Munique (Alfaguara, 2018)
- The Second Sleep (2019)
- V2 (2020)
- Act of Oblivion (2022)
Trilogia de Cícero
[editar | editar código]Contos
[editar | editar código]- PMQ, contos na colectânea Speaking with the Angel. London: Penguin, 2 November 2000
Cinema
[editar | editar código]- Pompeii (2007, não filmado)
- The Ghost Writer (2010)
- D (2014)
- An Officer and a Spy (2019)
Não Ficção
[editar | editar código]- A Higher Form of Killing: The Secret Story of Gas and Germ Warfare (com Jeremy Paxman). London: Chatto & Windus, March 1982
- Gotcha! The Government, the Media and the Falklands Crisis. London: Faber and Faber, January 1983
- The Making of Neil Kinnock. London: Faber and Faber, 17 September 1984
- Selling Hitler: The Story of the Hitler Diaries. London: Faber and Faber, 17 February 1986
- Good and Faithful Servant: The Unauthorized Biography of Bernard Ingham. London: Faber and Faber, December 1990
Referências
- ↑ «Robert Harris». Grupo Companhia das Letras. Consultado em 26 de abril de 2025
- 1 2 «Robert Harris wins £25,000 Walter Scott prize for An Officer And A Spy». The Guardian (em inglês). 13 de junho de 2014. ISSN 0261-3077. Consultado em 26 de abril de 2025
- 1 2 3 4 Thompson 1999, p. 311.
- 1 2 «Robert Harris». Worlds Without End (em inglês). Consultado em 26 de abril de 2025
- 1 2 3 4 Fleszar, Dominika (30 de agosto de 2022). «Interview: Robert Harris». Time & Leisure (em inglês). Consultado em 26 de abril de 2025
- 1 2 3 4 5 6 7 West 2010, p. 41.
- ↑ Wheatcroft, Geoffrey (4 de fevereiro de 2001). «The Observer Profile: Robert Harris». The Observer. Consultado em 26 de abril de 2025 – via The Guardian
- 1 2 Anthony, Andrew (29 de setembro de 2013). «Robert Harris: 'Whenever a crowd is running one way, I run the other'». The Guardian (em inglês). ISSN 0261-3077. Consultado em 26 de abril de 2025
- ↑ «Robert Harris». Liberty Books. Consultado em 26 de abril de 2025
- ↑ Platt, Edward (23 de janeiro de 2012). «Books: Capitalism Gone Wild». Newsweek (em inglês). Consultado em 26 de abril de 2025
- ↑ «Robert Harris». Grupo Editorial Record. Consultado em 26 de abril de 2025
- ↑ Edwardes, Charlotte (7 de fevereiro de 2017). «Robert Harris on Donald Trump, Theresa May and the new super-elite». The Standard (em inglês). Consultado em 26 de abril de 2025
Bibliografia
[editar | editar código]- Thompson, Clifford, ed. (1999). World Authors 1990-1995. [S.l.]: H.W. Wilson. ISBN 9780824209568
- West, Clare (2010). Originals. Classic and Modern Fiction and Non-Fiction in English. [S.l.]: Cambridge University Press. ISBN 9780521140485

